9 de abril de 2012

Gosto de ti e não posso

Tantas vezes te tento esquecer ou fingir que não gosto e quando te vejo, volto a sentir aquele nervoso miudinho de quem gosta de alguém que não tem.
Quando estou longe tento esquecer-te, mas penso diariamente em ti, ao mesmo tempo que tento impingir a mim mesma que não posso alimentar este sentimento.

Eu sei que não te posso ter, que não posso ficar contigo, por mim e por ti, mas gosto e por mais que me afaste, quando te vejo, volto a sentir tudo outra vez. Não sei controlar o sentimento quente que me cresce no peito, sobe pela garganta até roborizar as minha faces. Fico inquieta, pensativa, distante sem estar, por querer prolongar para sempre aquele momento e saber que mais cedo do que mais tarde, ele vai acabar e eu vou-me magoar e vou te perder.

Penso mil vezes em não te voltar a ver, em me afastar de vez, mas sei que não resisto, que quero sempre só mais uma vez, mentindo-me que é a última ou que desta vez não me vou magoar. Mas magoo e nunca é a última.

Tento de mil e uma formas dizer-te para te afastares, que me ajudes a afastar-te de uma vez por todas, porque eu não consigo. Mas tu nunca entendes, pedes-me sempre para ficar, achas que eu consigo controlar os sentimentos, e eu, quero perder-me nos meus sentimentos, deixa-los fluir, solta-los livremente, fazer o que o coração me pede. Depois oiço-te dizer ao meu ouvido, quase como se fosse uma prova de amor - estou aqui agora - , como quem diz, que depois não estarás. Eu, choro por dentro.

Volto a querer-te longe, mas é mais fácil ter-te ali abraçado a mim naquele momento, do que saber que podia estar e não estou. Sossega o meu coração o teu braço à minha volta, os teus olhos cravados em mim, ouvir o som da tua voz, ou apenas o peso do teu corpo no colchão ao meu lado. Mas no dia seguinte quando vais embora e a minha cama volta a ficar vazia, eu volto a tentar esquecer-te.

Nunca te quero dizer adeus para sempre, mas todas as vezes que te abraço é como se fosse a última. Despeço-me em silêncio. Olho para ti enquanto dormes e tento decorar cada traço teu, que sei que vou querer esquecer a seguir. Luto contra mim, porque te quero e não te quero, por não te querer perder todas as vezes que estou contigo, para nunca mais te querer cada vez que não estou.

Sei que não sabes que vivo neste – quero-te e não te quero – mas no fundo talvez saibas, quando me caiem lágrimas que tu finges não ver, quando me vez a olhar o horizonte a focar o vazio, quando suspiro profundamente para aliviar a dor. Também não sei se quero saber que sabes, por medo de te perder. Quero eu decidir, mesmo sem conseguir.

Gosto de ti e não posso.


Special Agent Naughty




5 de abril de 2012

O amor é cego!

O amor é cego, não há qualquer dúvida disso. Se eu tinha alguma, fiquei novamente com a certeza quando ontem, durante um jantar de mulheres casadas, se falava sobre um novo tipo de "qualidades" que os maridos tinham. Consegui ouvir características muito difíceis de as considerar como qualidades, mas que estranhamente eram vistas com muito afecto.

Digo, desde já a esses "maridos" que são uns sortudos, por terem encontrado mulheres que acham graça aos defeitos que ouvi ontem, que jamais imaginei que se pudessem tornar em qualidades.

Consegui reunir bom material para divulgar no blog:

- "O meu marido é mesmo engraçado a ressonar, parece que apita."
Ainda bem que acha engraçado, ou teria de pensar em como lhe pôr uma almofada em cima da cabeça, de forma a ele conseguir acordar no dia seguinte.

- "O João é um desarrumado, imaginem que despe os boxers e deixa-os ali mesmo, no meio do chão. Mas eu acho querido, porque depois de uma semana de os ver a amontoarem-se, arruma-os todos."
Não sei se me preocupa mais que a mulher ache graça aos boxers no chão, se o facto de ambos os deixarem lá ficar a apodrecer durante uma semana.

- "Adoro ver o Miguel quando fica nervoso, fica com as bochechas roxas e a suar loucamente do buço. Apetece-me enche-lo de mimos!"
E que tal dar-lhe antes uns lenços de papel?

- "O meu faz barulhos com a boca enquanto come, parece um hamster."
Sexy...not! Deve ser óptimo de ouvir enquanto estamos ali ao lado a tentar saborear a nossa refeição. Será que quando diz que parece um hamster, também fica com as bochechas cheias de comida?!

– Tinham de ver o meu a lavar a loiça, no fim tenho de lavar o chão todo da cozinha, a bancada e a roupa dele. Mas fica tão fofo!
Fofo deve ser por estar a lavar a loiça, mas se deixa tudo um esterco... achar fofo é que é um feito.


Depois de todas estas barbaridades, ou talvez não, não só concluí o que há muito se ouve dizer - quando amamos, aos nossos olhos tudo parece bonito - como acredito piamente que nós só amamos as pessoas cujos defeitos conseguimos suportar, ou até gostar.

Special Agent Naughty


4 de abril de 2012

O "telefonema"....

...O tal que um dia, irá, inevitavelmente, chegar directamente para a nossa alma. E – contrariando Einstein – virá a uma velocidade superior à da luz, arrastando-nos com ele.


“Vou-me casar”, ouve-se do outro lado da linha. Neste exacto momento o nosso super-ego terá de emergir. Não há Kant nem Freud que resistam. Um enorme flash-back atravessa-nos. O que pensamos conscientemente estar ultrapassado, invade-nos e lança-nos, por breves momentos, numa completa desorientação emocional.

“Parabéns!”, digo, com total sinceridade. Mas a teoria que os homens não choram quase cai por terra. A visão fica incandescida, mas esta é uma guerra perdida. Não haverá lágrimas. Já basta a lança que nos atravessa.

“Oh, és mesmo meu amigo”. Pois sou. Sempre fui e serei. Não resultou, e foi absolutamente desesperante. Duas pessoas que se pensavam ser perfeitas uma para a outra e, afinal, eram o cúmulo da incompatibilidade. Arrisco-me mesmo a dizer que fomos a maior desilusão amorosa na vida de cada um. Pensávamos que éramos "the one". Não deu. Mas foram momentos únicos, irrepetíveis, daqueles que se passaram há anos e, pelo menos eu - até porque não nunca tive a coragem de te perguntar  -  sou capaz de me relembrar com o mais ínfimo detalhe. O cérebro prega-nos com cada uma…ou será mesmo a consciência?

Os maus momentos são esquecidos. Totalmente esquecidos.

Mas a guerra está longe de estar perdida. Começa neste mesmo instante a ser ganha. Se racionalmente sabes que não conseguirias estar outra vez com essa pessoa, o emocional acompanha agora esse sentimento. Talvez seja a parte mais importante. Afinal, as terapias de choque são para ser usadas.

Mas as memórias devem ficar. Os e-mails, as fotos, os objectos, fazem parte da nossa vida. Uma parte passada, mas importante. As pessoas que marcam devem permanecer. Guardadas, longe da vista, mas não apagadas. Fazem parte de ti, moldam uma pessoa. Fazem-nos sentir humanos. Pessoas com capacidade de amar, essa palavra tão difícil de pronunciar.

O que fazer então? Telefonar aos amigos que sentimos que nos podem ajudar. Aqueles que sabemos, por experiência, vão usar as palavras certas. Que nos aconselham.

E o dia seguinte será um novo dia. Mais livre, mais espontâneo, mesmo se inconsciente. Porque, afinal é o inconsciente que nos dita o caminho a seguir e, sobretudo, que disponibiliza e permite libertar-nos de uma vez por todas.

Estamos livres!

Ps1. E sim, vamos ao casamento. Mas sempre acompanhado. Ou namorada ou a nossa amiga mais gira. E sim, nesse dia serei ultra-metrossexual. Nada pode falhar. Com um sorriso na cara. Sempre. Por mais que nos custe. Até porque sei que as tuas amigas que nunca gostaram muito de mim vão estar lá.

Ps2. E não penses que te ia deixar casar com um “bandalho” qualquer. Afinal, supostamente estávamos destinados um ao outro. Algumas conversas e soube que estavas “bem entregue”.


Agent Barney

3 de abril de 2012

Algumas das piores frases de engate de sempre

Todas nós sabemos que os homens são mais básicos. E, por vezes, essa falta de complexidade leva-os a cometer erros crasso... em catadupa! Como quando se querem aproximar e começam mal e acabam ainda pior!

Há que tirar o chapéu a quem se arrisca e se mete com uma miúda que não conhece e não deu qualquer mostra de interesse, nem a mais insignificante. Mas também é preciso reconhecer que, mais importante do que meter conversa, é saber captar a atenção de outra pessoa e que há frases que provocam o efeito oposto.

Deixando de lado a típica ameaça " Fazia-te um filho" ou "Ias ficar a saber o que é ganir"; ou as referências à trilogia "rabo-maminhas-pipi", porque estas obviamente não seduzem ninguém – se bem que gostava de perceber o que é que leva um homem a dizer essas coisas – centremos-nos nas mais normais.

"Já alguém te disse que és gira?" - Não, és a primeira pessoa. Levo 30 anos à espera de ouvir isso, obrigada!

"Porque é que estás tão séria?" - Será que é porque não quero manter esta conversa e quero que percebas e te vás embora?? Just Saying...

"És a miúda mais gira deste bar?" - Ummmm, achas mesmo que eu acredito nisso??? Nós mulheres detectamos as miúdas mais giras a léguas... muito antes de vocês.

"Vocês são as miúdas mais sensuais deste bar" - A sério, decide-te... ou eu a minha amiga mas não tentes engatar as duas ao mesmo tempo.

"Queres tomar o pequeno almoço em minha casa? Tenho pãozinho, queijinho, fiambre..." - Dito pela mesma pessoa da frase anterior e com quem não tinha trocado mais de 2 frases. Logo a mim, que nem sequer gosto de fiambre... nem de homens que falam com os "inhos".

"Tu és mulher para casar"  - A sério, tenho um ar tão desesperado para pensares que eu quero casar contigo, que vou acreditar nessas balelas e ficar feliz?

"O meu amigo acha-te graça mas eu acho que tu ficavas bem era comigo" - Ou seja, não só és feio como és um c*** com os teus amigos? Muito bem...

"Já que os nossos amigos nos estão ignorar, podíamos aproveitar e dar beijinhos" - Olha que boa ideia, como é que eu não me lembrei disso antes???

"Não queres beber uma tequilla?" - Ou sejas, só te safas com miúdas em coma etílico?

e a vencedora....

"Ia adorar acordar nos teus braços" - Assim, a secas. Sem perguntar nome, estado civil ou relatório médico para o caso de eu estar cheia de sífilis ou gonorreia....

E pronto, poderia ficar aqui o dia todo nesta lenga-lenga porque espécimes destes que dão tiros nos próprios pés há muitos. Só não percebo porque é que não começam com um "Olá, sou o Miguel"... não seria bastante mais fácil? E saudável?


Special Agent Drama

Arrisca, ultrapassa o teu medo!

Está na altura de arriscares.

Porque tens medo? O medo não te ajuda, bloqueia-te, prende-te de fazer o que queres.
Pode ser cliché, mas a verdade é que o não, é garantido.

A verdade é que o medo só tem dois resultados:

– Adia o que mais cedo ou mais tarde tens de concretizar, angustiando-te durante mais tempo com todos os pensamentos negativos que podem advir do resultado sem tornar mais fácil a solução;

– Evita que arrisques, que ultrapasses o obstáculo e que tentes chegar onde queres.

Nem sempre os resultados são positivos, mas a verdade é que também não são sempre negativos e por detrás de um obstáculo podem sempre vir novas surpresas.

Porquê ficar na zona de conforto? Por ser mais fácil, porque já se conhece, logo menos imprevisível. Isso não faz com que se deixe de pensar no resultado que teríamos se ultrapassássemos os nossos receios e arriscássemos.

A duvida vai sempre persistir até ser resolvida.

Não tenhas medo, vai sempre haver mais uma etapa a ultrapassar, quanto mais depressa resolveres esta, mais depressa fica para trás e começas um novo caminho.

Special Agent Naughty

2 de abril de 2012

The end....

Há decisões que nos partem ao meio! O fim de um ciclo positivo, seja ele amoroso, profissional, etc, deixa sempre um rastro de nostalgia que nos consome um "bocadinho".

Acredito que deixamos sempre uma parte de nós com as pessoas com quem nos cruzamos e que trazemos sempre alguma coisa connosco. Geralmente, essa parte é a melhor!

As despedidas são difíceis e normalmente, chegado este momento, parece que o nosso cérebro – sempre crítico e insatisfeito – nos resolve pregar uma partida e esquecer-se dos motivos que nos levaram a tomar a decisão de mudar. Parece que, de repente, tudo corria às mil maravilhas e, por mais que nos esforcemos, não nos conseguimos lembrar das coisas más, ou melhor, até nos podemos lembrar mas já não lhes conseguimos dar importância.

Porque é que será que as coisas boas, geralmente existentes, só são visíveis nestes momentos? Porque é que precisamos chegar ao limite para dar valor ao que temos? Será que é por medo do desconhecido que de repente o conhecido se torna espectacular?

Eu não quero ser mariquinhas e quero arriscar. Acho que a vida é feita de riscos, que as mudanças são positivas e gosto do desconhecido. Mas não quero sofrer. Quero aprender a tomar uma decisão de cabeça erguida e conseguir andar para a frente com os dois olhos posto no caminho, sem me voltar uma única vez para trás. E os anos passam e, por mais que eu tente, não consigo fazer isso....

Special Agent Drama

30 de março de 2012

Os desencontros amorosos dos únicos solteiros

A partir de determinada idade, quando ainda estamos solteiros e achamos que já era altura de termos uma família, é habitual que sentir que estamos todos mais defensivos nas relações (que na verdade estamos) e que, ou por se escolher de mais, ou por medo de se magoarem, ou simplesmente por falta de paciência para reviver tudo outra vez (o que se viveu numa relação anterior) e que isso nos leva a estar "desencontrados" ou "perdidos" para aceitar uma nova pessoa na nossa vida.

Eu não acredito muito nisso. Já referi várias vezes que não acredito que exista uma idade, uma altura certa para nada. Cada pessoa tem o seu tempo,as suas escolhas, as suas etapas e aprendizagens, que são só nossas, sempre diferentes de qualquer outra pessoa. 

O que acredito é que nós vamos bater de frente, de lado e de costas com todas as pessoas erradas. No fundo só acertamos uma vez, até lá, é só errar.

Gostaste daquela, mas ela afinal não gostava assim tanto de ti. Não gostavas assim tanto da outra, mas estavas a ver no que dava e afinal não deu. Achas que as histórias se repetem, que parecem sempre iguais, que cometes sempre o mesmo erro, ou que as pessoas acabam sempre por gostar menos de ti que tu delas, que estão mais na defensiva, ou que és tu que te fartas sempre antes de tempo. Há sempre qualquer coisa errada, enquanto não é a certa.

Não é de ti, não é delas, é da vida! É o que é. Não era a pessoa, será outra que ainda não te encontrou e que tu ainda não deste com ela. Um dia de cada vez e com 25 ou com 45, porque não há idade para encontrar, com mais 10 ou menos 10 anos que nós, porque também sobre isso não há registos pré-feitos, iremos acertar e apaixonarmo-nos por alguém que também se apaixona por nós. Vais ver que nesse dia vais perceber que não é a idade que nos fez desencontrarmo-nos, mas que foi ela que nos fez acertar melhor.

Special Agent Naughty


Existe o homem certo?

Estava convencida que cada pessoa tinha um género, um tipo de homem com características predefinidas, com os ingredientes certos que davam a receita perfeita para o homem ideal.

Ao longo da vida, vamos tendo padrões familiares, desde o pai, um tio ou um irmão; padrões de amigos que cruzam a nossa vida e que vemos como ícones; de namorados que vão deixando marcas de características que adorámos e de outras que... Nem vê-las!
Essas características vão traçando aquilo a que vamos chamando de "o nosso género".

Assim, da mesma forma que achava que os outros tinham um modelo ideal, eu não fugia à regra.

Fui elaborando uma série de itens que sentia que para mim seriam os certos. Desde características físicas, que se à partida o modelo não encaixasse nem valia a pena dar conversa; características de personalidade, que já sabendo à partida quais eram, bastava fazer algumas perguntas ou introduzir certos temas, que rapidamente o sumo que sairia era revelador se valeria ou não a pena passar para o próximo passo.

A verdade é que quando (achamos que) temos um género definido, o filtro que vamos construindo, com o tempo, fica tão apertado que começa a ser difícil alguma coisa passar através dele. Qualquer início de relação passa a ser feito com testes, de uma forma contida, controlada e totalmente calculada. Todo o caminho que adoptamos é para detectarmos onde está o erro e não para nos deixarmos surpreender.

Confesso que às tantas a minha lista era (ou é) tão elaborada, que já seria necessário fazer um teste com 50 perguntas de respostas com hipóteses entre a) e d) em que cada resposta corresponderia a um determinado valor, que no fim, somado, só teria hipótese de jantar quem tivesse um resultado entre 25,82>25,87. Seria mais fácil tirar o curso de medicina com a especialidade de coloproctologia, em 2 anos.

Agora imaginem quando um dia acordam e percebem que têm diante de vocês uma pessoa que não encaixa em nenhum dos ingredientes ditos "principais" e sem saberem dar resposta, essa pessoa começa a ocupar algum espaço no vosso pensamento. Voltam a olhar para a lista, tentam juntar algumas partes soltas da receita e... Nada! Não bate certo. Em vez de bolo de chocolate, sai panna cotta, o estranho é que gostam na mesma (ou mais).

Assim aconteceu, quando diante de mim estava um homem de corsários, com mais de metade dos boxers à vista, onde espreitavam varias espécies de animais (incluindo macacos e borboletas) e um boné com o Taz, mesmo assim havia qualquer coisa que me fazia continuar a olhar para ele.

À partida nada disto fazia sentido para mim:

1- Não gosto de ver homens de corsários;
2- Não aguento a moda dos boxers de fora e as calças a cair;
3- Bonecadas nos boxers, parece que voltei directamente à minha infância e aos anos 90;
4- Quanto ao boné com o Taz... Sem comentários, ao boné e ao Taz.

Mesmo assim, talvez por ir contra qualquer regra que eu tinha como preestabelecida, a curiosidade era mais forte e acabei por querer perceber o que me levava a não conseguir parar de pensar naquela pessoa tão fora de qualquer contexto.

Aos poucos o preconceito desapareceu e a pessoa que eu teria inicialmente posto de parte, mostrou-se inteligente, cheia de sentido de humor, com uma personalidade altamente vincada, educado e extremamente atencioso.

Aprendi uma lição: não vale a pena criar padrões, o homem perfeito nunca se vai encaixar numa listagem, este pode estar em qualquer parte, mascarado de um género que não é o nosso, com uma vida que nunca imaginámos gostar, rodeados de pessoas onde pensámos não encaixar, com todo um mundo de experiências que apenas excluíamos por não as conhecermos.

Até pode existir um "homem certo", mas não sairá de nenhuma receita!

Special Agent Naughty


28 de março de 2012

Homens bonitos ou de salto alto?

Depois de ter escrito que os homens estão a ficar mais bonitos e ter mencionado algumas das grandes mudanças que os tornam mais atraentes, achei que devia escrever algumas dicas que não devem usar, fazer ou aderir, para que não confundam entre algum cuidado e exagero.

Há excessos escusados, que vos tornam demasiado cuidadosos chegando a tornarem-se mais femininos que muitas mulheres. Atenção que gostamos de homens que se preocupem com o corpo e com a imagem, que cuidem de si e que nos queiram agradar, mas iremos continuar a gostar da diferença que nos separa, das nossas maquilhagens, da nossa depiladora que não queremos partilhar lado a lado com vocês, dos nossos cremes e das nossas roupas justas e decotadas.

Homens mais bonitos? Sim! Que demorem mais tempo que nós a arranjarem-se? Nunca!


Deixo-vos alguns conselhos para os homens seguirem à risca e para as mulheres oferecerem a alguns homens que estejam baralhados:

Unhas pintadas – Sim, há que ter cuidado para que as unhas não sejam compridas demais, há que mantê-las limpas, até podem lima-las (desde que ninguém saiba), agora pintar... NUNCA!

Depilar pernas, braços ou axilas – Se acharem por bem aparar, é com vocês, se acharem exagerado o tamanho, mas isso é só terem trabalho, porque por nós, um homem ainda deve continuar com alguma masculinidade e algum pêlo só lhe fica bem;

Cremes em excesso – É bom terem algum cuidado, mas se começarem a exagerar nós vamos começar a sentir que vocês reparam em todos os pormenores e vamos começar a sentir-nos complexadas. Nenhuma mulher gosta de um homem que se trate demais, porque sentimos que nos observa também demais;

Decotes – Decotes, gostamos nós de usar. Uma camisa com 2/3 botões abertos é uma coisa, uma gola em bico é outra, mas decotes até a meio do peito... é outra. Esses são para nós usarmos, vocês tenham lá cuidado com a abertura na gola.

Gel – Sim a um cabelo limpo e cuidado, já o gel... se quiserem MESMO usar, que seja daqueles que não se nota. O cabelo com ar limpo, que mexe com naturalidade, que está penteado mas sem cair no exagero do cabelo no sítio certo, é muito mais atractivo, o gel ficamos sempre sem perceber se está sujo e foi só para disfarçar, ou se é um vaidoso até ao último pormenor;

Solário ou cremes autobronzeadores – Não, por favor! Não apareçam queimados a meio do inverno que se vai notar. Não achem que nós não percebemos. E quando é creme autobronzeador, normalmente vocês não acertam com a forma certa de como o colocar correctamente e ficam às manchas cor de laranja, com bolas brancas à volta dos olhos, o pescoço parece que vai cair, devido ao problema de pele que parece que arranjaram, já as mãos, nem se fala... Lembram-se daquela frase que dizíamos quando éramos pequeninos "quem deu um pum tem as mãos amarelas"? É mais ou menos isso que parece;

Base ou qualquer outro tipo de maquilhagem – Sem comentários. A seguir vão ser os sapatos altos...

Óleo no corpo – Depois dizem que não é óleo, que é creme, ou que se enganaram no creme que compraram... Sim sim, sabemos. A verdade é que queriam salientar mais os músculos, que por acaso até estão lá, mas ficavam bem melhor se não estivessem com um ar gorduroso ou transpirado;

Cabelos postiços – um homem careca também é sexy! Já ninguém escolhe um homem por ter mais ou menos cabelo. Assumam a careca sem vergonha, é bem melhor que os implantes que mais parecem cabelos de boneca, ou que os capachinhos... para além de ser moda do século passado, todos conseguimos distinguir um pedaço de peluche no cimo da cabeça. Não acreditem se vos tentarem vender a ideia de que hoje em dia já ninguém consegue ver a diferença, que o cabelo já é real, etc... consegue-se sim!

Pintar cabelos – madeixas é ridículo num homem. Imaginem uma mulher ir ao cabeleireiro com o marido e estarem os dois, lado a lado, com o cabelo envolto em pedaços de papel de prata, por baixo de um secador fixo, a ler uma qualquer revista cor-de-rosa... Que imagem! Mudar a cor também não é coisa para o homem. As mulheres gostam de ver um homem com a sua cor real, sem raízes por pintar e com a idade assumida num cabelo grisalho. Qual é o homem que não fica mais sedutor com uns cabelos brancos?


Espero ter clarificado algumas dúvidas e se tiverem mais sugestões, por favor, escrevam, que eu deixei escapar muita coisa!


Special Agent Naughty

27 de março de 2012

Os homens estão a ficar mais bonitos

É a minha opinião, e como todas as opiniões, há sempre quem não concorde, mas neste caso, acredito que a maioria das mulheres esteja de acordo comigo.

Desde que o homem decidiu, que não deve ser só a mulher a ter um bom corpo e cuidado com a linha, e, como consequência, passou a olhar-se mais ao espelho, a cuidar mais do aspecto, os homens tornaram-se muito mais atractivos a todos os níveis. E nós, mulheres, passámos a não saber para onde olhar, tal é a variedade na paisagem.

Não venham com a história do macho latino, que tem o seu charme, o seu cheiro e o seu encanto peludo e desgrenhado, que já não nos convencem.

Uma barba, se a quiserem ter, deve ser bem aparada, com um tamanho uniforme e com linhas a delinear os contornos, sempre a cima do pescoço; cabelos penteados e limpos e que não nascem por todos os lados, nem descem até às costas; não há pêlos fora do lugar nem a nascer em sítios incertos, como aqueles que espreitam pelas narinas ou pelos ouvidos, nem sobrancelhas com vários tamanhos de pêlos; a pele cuidada com creme e não seca e áspera, apenas porque o sol a foi queimando e o frio secando; as unhas limpas e rentes, adeus às mãos de lenhador; pêlos nas costas, nunca, no resto do corpo q.b., depende da quantidade (também não vale a pena estarem a rapar por baixo dos braços, nas pernas ou nos braços, que isso já é demais, deixem chegar o tempo dessa moda, que ainda devem faltar umas quantas gerações, não queremos vanguardistas); roupa engomada, limpa e bem escolhida, com o gosto pessoal de cada um, mas nunca a mesma t-shirt e as mesmas calcas, apenas porque não têm paciência de escolher roupa e gosto em agradar; sapatos, sempre e variados, descalços só na praia e as sandálias dos 16 anos já não estão na moda.

Sim é bom que tenham cuidado com a aparência e vontade de agradar.

Com esta mudança de atitude dos homens, todos ficaram a ganhar:
- os homens ficaram mais elegantes, mais charmosos, com um estilo próprio e mais definido, e que deixam qualquer mulher a olhar para eles, deixaram de ser só eles a cobiçar, para passarem a ser cobiçados;
- as mulheres começaram também a ser mais exigentes com elas próprias, a procurar estar há altura do homem que querem conquistar ou do que querem agradar, e se o desporto era uma prática mais procurada pelo sexo masculino, hoje em dia os ginásios estão cheios de mulheres.

Ou seja, resultado duplo, o homem fica mais bonito e a mulher também!

Special Agent Naughty

26 de março de 2012

Eu quero um Undo na minha vida!!

Como me daria jeito que certos botões que utilizamos no nosso computador ou em outros dispositivos electrónicos que fazem parte do nosso dia-a-dia, passassem a fazer parte da vida real.

Imaginem todas aquelas conversas que deixaríamos de ter de repetir uma e outra vez com o Copy - Paste. Conversas que ouvimos e gostaríamos de relatar exactamente como nos contaram, sem ter de acrescentar nem um ponto, bastava fazer Copy para mais tarde fazermos Paste.

Adoraria estar a falar com alguém que me estivesse a pregar uma grande seca e simplesmente fazer "forward". Aquelas histórias intermináveis, aqueles dias que não acabam, as esperas no médico, as horas no trânsito, simplesmente deixariam de existir. O botão "Rewind" para todas aquelas frases ou momentos que nunca quisemos esquecer ou que gostávamos de relembrar. E quando queremos provar que uma determinada frase foi dita, ou que aquele momento ocorreu daquela maneira, em vez de termos de ficar na dúvida para sempre passaríamos a resolver no momento.

E um Eject, cada vez que nos queríamos fazer sair de um sítio rapidamente, ou quando queríamos que alguém saísse rapidamente? Daria tanto jeito! Quando encravasse, bastava forçar o botão e a pessoa saía disparada.

Havia momentos que poderíamos voltar a repetir, porque gostámos tanto, apetecia-nos revivê-los outra e outra vez, poderíamos pôr em repeat. Outros que não correram tão bem como gostaríamos que tivessem sido, ou mesmo erros crassos que nunca deveriam ter ocorrido, bastava um simples Undo.

Pessoas a quem podíamos deixar um like, porque gostámos que tivessem passado na nossa vida, porque gostamos que façam parte dela ou apenas porque gostámos do que vimos. Noutras pessoas fazíamos Delete, quantos despedimentos seriam mais fáceis, quantos desgostos amorosos seriam simplesmente eliminados, e quantas pessoas que foram um erro na nossa vida poderíamos fazer com que nunca tivessem acontecido, apenas com um pequeno botão Delete, seguido de um Empty Trash, para que nem pudessem ser resgatados mais tarde. Uma limpeza no disco e... Nem na memória ficariam.

Se eu tivesse de escolher apenas um dos botões para poder usar na vida real, escolheria sem hesitar o Undo. Há tanta coisa que poderia melhorar, refazer ou simplesmente fazer de outra forma. O Undo acaba por substituir uma grande parte de todos os outros botões, pode ser um rewind, porque ao voltarmos a trás podemos repetir o mesmo momento; pode ser um Eject, pois ao fazermos Undo saímos logo dali para fora, antes de sermos vistos; e pode ser um Delete, ao voltarmos a trás, nao voltaríamos a repetir o mesmo erro.

Qual seria o botão que gostarias mais de usar?

Special Agent Naughty

23 de março de 2012

A cara metade

Não sei se é uma coisa da minha cabeça mas de repente parece que estou sempre a ouvir dizer "ando à procura da minha cara metade".

Mas afinal o que é que é a "cara metade"? Uma pessoa que encaixe perfeitamente connosco, no nosso ideal de príncipe ou princesa encantado/a, que tenha os mesmos gostos, hábitos e interesses do que nós e ainda se ria das nossas piadas ( para quem as manda)?

É que, ao fim de 30 anos, percebi que a cara-metade tal como a idealizámos não existe. Nem aqui nem na China.

O que sim existe, são pessoas mais altruístas, que se esforçam para que as relações funcionem e percebem que gostar, afinal, é o mais importante! Como me disse o meu tio, um senhor do seus 63 anos e casado há 40, "a relação perfeita é aquela onde os dois cedem." E o resto é conversa!

É óbvio que não quero dizer com isto que nos devemos atracar ao primeiro que encontremos e engolir sapos atrás de sapos só para que as coisas funcionem. Mas somente que devemos ser mais tolerantes nas relações e parar de esperar pela pessoa perfeita, porque se essa pessoa existe iria querer sair com outra pessoa perfeita e não com um imperfeito como nós.

Pelo menos os ingleses e os americanos sao honestos e assumem que estao à procura da "better half", ou seja,  de alguém melhor do que eles...

Como diz um grande amigo meu " Tu estás solteira porque escolhes demasiado. E, quem muito escolhe, pouco acerta!"

Special Agent Drama

22 de março de 2012

Quando uma mulher tem um caso

E quando uma mulher mulher tem um caso com quem não gosta o suficiente para um relacionamento serio?

Aí é que são elas!

O homem com quem ela tem um caso, gosta da ideia, mas não consegue perceber que seja mesmo só um caso e fica sempre a achar que ela gosta dele. Para controlar o sentimento dela vai sempre assumindo uma posição: ou de afastamento, quando não quer que ela se apegue demais; ou de sedutor, quando acha que ela só está a fazer jogo; ou de homem ideal, que lhe dá toda a segurança, quando acha que ela só está com medo de dar o passo em frente por insegurança.

As amigas dela, também não acreditam que ela possa estar com ele e não ser uma coisa séria ou uma aposta. Acham logo que ela não quer dar parte fraca e assumir o que realmente sente. Ou então assumem que ele é que não gosta o suficiente dela para um relacionamento e por esse motivo ela protege-se dizendo que não quer nada sério com ele, porque está bem como está.

As conhecidas acham que é uma atiradiça e que se mete com os homens mesmo que não os queira na realidade. Andar de caso sem nenhum objectivo de relação futura, só pode não saber o que quer da vida.

Os amigos adoram e acham que deve ser mesmo assim, se não gosta de mais ninguém, pelo menos vai se divertindo com o que acha alguma graça, mesmo que não seja o suficiente. Depois se aparecer outra pessoa, aparece e salta-se fora, senão a coisa morre por si e ninguém sai magoado ou então, em ultimo recurso até se surpreendem e por ser tão fácil e inesperado, até se entendem e acabam juntos.

Os conhecidos com namorada, acham sempre que quando eram solteiros não havia mulheres assim e ficam invejosos.

A verdade é que casos só mesmo os homens é que os compreendem, as mulheres quando vêem de fora, nao conseguem conceber que uma mulher nao se envolva sentimentalmente com quem tem uma relação regular, mas sem compromisso.

O ideal é prepararem-se, o sexo e a cidade já chegou a Portugal faz tempo, os ideais mudaram e a geração que ainda perguntava "queres andar comigo?" tem de se actualizar, hoje as relações são casos, namoros são casamentos.

Special Agent Naughty


20 de março de 2012

Beijar no primeiro encontro?

Como as revistas femininas apregoam, por vezes sair da rotina e ir a sítios diferentes é uma boa maneira para conhecer pessoas! Comigo funcionou e foi assim que eu conheci o (chamemos-lhe) Pedro.

O Pedro é giro, simpático, extrovertido e pareceu-me interessante, pelo que me pareceu boa ideia aceitar o convite dele para jantar. Note-se que não estou de 4, muito menos a pensar casar com ele mas achei que não perdia nada em conhecê-lo melhor.

Foi assim que este sábado tive o meu primeiro date com o Pedro que, simpaticamente, me levou a jantar a um bom restaurante e a beber um copo a um bar ainda melhor. O jantar correu bem, o copo também e os problemas começaram quando me foi levar a casa. Não foi mau de todo já que às vezes começam antes.

Quando chegámos à porta de minha casa o Pedro quis dar beijinhos. Eu disse que não e ele insistiu. 2 vezes. Tenho cá para mim que teria insistido mais se eu não tivesse fugido dali para fora.

Não gostei da atitude - até porque não lhe dei razões nenhumas para pensar que devia tentar a sorte - e decidi, ali mesmo, pôr-lhe uma cruz em cima e não voltar a sair com ele.

Parece que o Pedro não percebeu que eu não queria mesmo nada com ele e que não estava só a fazer género porque no domingo escreveu-me a convidar para ir ao cinema. Como eu disse que não podia ele insistiu e disse "gostava mesmo de te ver. Percebi que não és uma qualquer e eu gosto disso". "Não sou uma qualquer? O que é que queres dizer com isso?", perguntei; "És difícil e eu não gosto de mulheres fáceis", respondeu-me prontamente.

E como é que será que ele percebeu? Porque eu não o beijei? Se eu o tivesse beijado, já seria uma fácil? ..mesmo que ele fosse o primeiro homem que eu beijasse no meu "first date"? Ou será que o problema está na cabeça do Pedro que não consegue perceber que se eu não o beijei é porque ele não me interessa? E que entre ser engraçado e ser irresistível há uma grande diferença?

Também me disseram muitas vezes que se um homem está interessado numa mulher não tenta logo para mostrar-lhe respeito. Sendo assim, devo assumir que o Pedro me desrespeitou? E que não estava interessado?

Como disse alguém (;-D) "solteira não é disponível" e não é por estar solteira que vou me interessar pelo primeiro miúdo giro que me apareça à frente...e até posso passar um ano sem achar graça a ninguém e, de repente, achar imensa piada a um que acabei de conhecer. E se ele também achar e acabarmos por dar beijinhos nessa mesma noite? Isso significa que ele não me respeita e eu sou uma fácil? E porque é que ficam, mais uma vez, as mulheres a perder?

Parece que tenho muitas perguntas para fazer ao Pedro....

Special Agent Drama

Depilação masculina

O que pensam as mulheres sobre a depilação masculina?

Perguntou-me ontem um amigo. Tinha acabado de entrar no restaurante, sentou-se à minha frente e sem sequer me cumprimentar, atira-me com esta pergunta.

Olhei para ele, percebi automaticamente que alguém tinha ficado em "choque" por se ter deparado, provavelmente pela primeira vez, com um homem dos "novos tempos".
Percebi que não ia entrar em grandes detalhes sobre o que o intrigava, por isso fui directa à resposta que me pedia e expus a questão por tópicos:

1- há a mulher que não tem um relacionamento, há algum tempo, e não sabe que hoje em dia já é demodé um homem não se depilar, ou "aparar" a zona íntima. Esta mulher, começa primeiro por estranhar, pensa que ele talvez seja gay, demasiado metro ou simplesmente demasiado à frente para ela. Assusta-se no inicio, mas ao tentar saber com as amigas mais próximas, vai perceber que era simplesmente um assunto que desconhecia e passa a aceitar e até a gostar;

2- há também, a que acabou de terminar com um relacionamento que durava desde a altura em que ainda frequentava a primaria e para mais não fala muito sobre sexualidade com as amigas. Esta mulher é mais conservadora, não vai aceitar tão facilmente a diferença. Assusta-se, sente que este homem é demasiado rodado e vai procurar um homem mais old style;

3- uma grande maioria já sabe que hoje em dia os homens são mais cuidadosos e preferem homens "arranjados". Acham mais higiénico e não conseguem voltar ao "tufo";

4- Outras porque gostam mais, não gostam de homens que se cuidem, acham demasiado abichanado;

5- Para outras tanto faz, é com eles. Se eles se sentirem melhor depilados, força com a maquina de pente 1, senão deixem-se estar como são que elas gostam na mesma de vocês assim.

No fim acabei por rematar:

- Deixa-te estar como te sentes melhor: Se te sentes bem "aparado", ela acaba por se adaptar; se te sentes melhor sem corte de cabelo, então faz-lhe o favor e adapta-te ao século XXI.

Special Agent Naughty